Última Atualização do Site       Sábado, 20 de Abril de 2019

História

O topônimo do Olho D`Água originou-se  de um olho d`água situado à margem esquerda do rio Genipapo, aterrado pelos indígenas, quando foram expulsos invasores.

As terras que formam o município de  Olho D`Água pertenciam ao casal Pedro Leite Ferreira e Isabel Gomes de Almeida que compraram aos herdeiros de João de Andrade de Medina.

Com a morte dos pioneiros as datas de Malhada do Boi e Tapera foram divididas com os herdeiros, dentre eles os Sr. Antônio Luís do Sacramento, genro do casal primitivo.

A produção agrícola teve seu desenvolvimento com o Sr. Manoel Rodrigues de Carvalho e Silva que instalou o primeiro engenho da região.

No ano de 1815, Antônio Luís do Sacramento fez doação de um terreno ao patrimônio de São João Batista. Os moradores da região organizaram uma campanha para aquisição da imagem de São João Batista tendo o Sr. João Leite Ferreira como chefe do movimento.                                   

Com o desenvolvimento do povoado, teve início a feira em 1901, em consequência da afluência de pessoas às frequentes corridas de cavalos.

No ano de 1910, sob orientação do Sr. João Batista, foi construída a atual igreja da cidade. Em 1928, foi instalada a Agência dos Correios e Telégrafos, sendo-lhe a primeira agente a Sra. Isabel Loureiro.

Em 1930, foi o povoado invadido por tropas do Cel. José Pereira de Lima que incendiaram várias casas e fazendas.

 

Formação Administrativa:

         

Distrito criado com a denominação de Olho D`Água, pela lei municipal nº 17, de 07-01-1896,subordinado ao município de Piancó.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Olho D`Água figura no município de Piancó.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, o distrito de Olho D`Água passou a denominar-se Ibura.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Ibura figura no município de Piancó.

Pela lei estadual nº 168, de 05-11-1948, o distrito de Ibura  voltou a denominar-se Olho D`Água.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito Olho D`Água ex-Ibura figura no município de Piancó.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Olho D`Água, pela lei estadual nº 2670, de 22-12-1961, desmembrado de Piancó. Sede no antigo distrito de Olho D`Água. Constituído do distrito sede. Instalado em 23-10-1962.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991. 

Pela lei estadual nº 59, de 14-06-1994, é criado o distrito de Socorro e a anexado ao município Olho D`Água.      

Em divisão territorial datada de 1-I-1995, o município é constituído de 2 distritos: Olho D`Água e Socorro.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais Olho D`Água para Ibura alterado, pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943.

Ibura para Olho D`Água alterado, pela lei estadual nº 168, de 05-11-1948.

 

Gentílico: Olho-daguense

 

Localização e Acesso:

O município de Olho d’ Água está localizado na região Oeste da Paraíba, limitando-se ao Sul com Juru, Água Branca e Imaculada, a Oeste Piancó, a Sudoeste Santana dos Garrotes, a Norte Emas, a Nordeste Catingueira e a Leste Mãe D’Água.

O acesso a partir de João Pessoa é feito através da BR-230 até Patos, onde se torna a BR-361, na qual se percorre 60 km até atingir o cruzamento com o riacho Jenipapo, onde se segue por via pavimentada por mais 3 km chegando-se à sede municipal, a qual dista cerca de 371 km da capital.

Aspectos Fisiográficos:

Em termos climatológicos o município acha-se inserido no denominado “Polígono das Secas”, constituindo um tipo semiárido quente e seco, segundo a classificação de Koppen (1956). As temperaturas são elevadas durante o dia, amenizando a noite, com variações anuais dentro de um intervalo 23 a 30º C, com ocasionais picos mais elevados, principalmente durante a estação seca. O regime pluviométrico, além de baixo é irregular com médias anuais de 1.219,3 mm/ano. Devido às oscilações dos fatores climáticos, podem ocorrer variações com valores para cima ou para baixo do intervalo referenciado. No geral, caracteriza-se pela presença de apenas 02 estações: a seca que constitui o verão, cujo clímax é de Setembro a Dezembro e a chuvosa denominada pelo sertanejo de inverno.

A vegetação é de pequeno porte, típica de caatinga xerofítica, onde se destaca a presença de cactáceas, arbustos e arvores de pequeno a médio porte.

Os solos são resultantes da desagregação e decomposição das rochas cristalinas do embasamento, sendo em sua maioria do tipo Podizólico Vermelho-Amarelo de composição areno-argilosa, tendo-se localmente latossolos e porções restritas de solos de aluvião.

A rede de drenagem é do tipo intermitente e seu padrão predominantemente dentrítico, devido à existência de fraturas geológicas, mostra variações para retangular e angular.   Os riachos e demais cursos d’ água que drenam a área, constituem afluentes da denominada Bacia do Rio Piancó.

O relevo acha-se incluso na denominada “Planície Sertaneja”, a qual constitui um extenso pediplano arrasado, onde localmente se destacam elevações residuais alongadas e alinhadas com o “trend” da estrutura geológica regional.

População estimada 2015*: 6.646

População 2010: 6.931

Área da unidade territorial (km²):             596,129

Densidade demográfica (hab/km²): 11,63

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SIC PRESENCIAL

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